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terça-feira, 30 de março de 2010

O inferno que é ser adolescente


Eu sei que não sou mais adolescente, graças a Deus, diga-se de passagem, mas ultimamente me sinto terrivelmente intrigada por este universo, não como um todo e sim um em particular. O das meninas que não se amam.

Descobri por acaso o blog de uma seguidora da Ana e da Mia, para quem não sabe é o apelido carinhoso da Anorexia e da Bulimia. São condições de cunho psicológico que levam, principalmente, as garotas a sentir repulsa por comida, forçando-se a não comer ou a vomitar o que comeu, além disso elas praticam exercícios intensos e se utilizam de laxantes e diuréticos.

Todo mundo sabe que a culpa deste comportamento está na mídia. Mulheres lindas necessitam ser magras, mas ninguém fala do fluxo menstrual irregular, variações bruscas de humor, mau hálito, pele seca, queda de cabelo, falta de libido e etc.
E não é a própria menina que se julga assim, a sociedade também estigmatiza quem está acima do peso. Agora falo por mim, fui uma pré adolescente gordinha e nem era tanto assim, cheguei a 65 kg com 1m58 e com uns 10, 11 anos sofri meu primeiro trauma por ser gorda.
Eu estava andando de bicicleta na rua da minha avó e um dos meninos bonitinhos da vizinhança me olhava e comentava com o amigo, este respondia alto "não, a bicicleta é dela!".
Fui querer saber o que ele falava de mim e o amigo contou: "disse que você vai estourar o pneu com o seu peso".
Pronto, trauma estabelecido e formado, só hoje, com 25 anos que entendo que foi uma besteira, babaquice de criança. Mesmo assim tomei consciência e busquei meios de melhorar.
Com 14 anos descobri que tinha hipotiroedismo, passei a tomar hormônio, todos os dias de manhã e naturalmente fui me desenvolvendo e emagrecendo.
Eu lembro que na semana do meu aniversário de 15 anos eu queria ficar bem numa calça jeans nova e fiz o que as meninas chamam de LF, low food, por uma semana. Pura besteira, no domingo pós festa cai na compulsão.
Mas depois disso parei de besteira, vivi minha vida até pesar, pasmem, 70 kg, um horror! Tomei uma atitude e fui a nutricionista, com a ajuda dela, bolei um cardápio simples e saudável:
Frutas, chás, verduras e muita fibra.
Eu não tinha tempo de ir para a academia, mas mesmo assim perdi 8 kg em 4 meses.
Um ano depois e estou com 1 kg a mais, que não me incomoda, cabelos brilhantes, pele perfeita e muito feliz.

Meninas, tenham força para aguentar este inferno que é viver sob aparências, concentrem-se no que é importante, ser feliz e isto vem de dentro para fora e não de fora para dentro!
Depois posto mais!
Já que vocês curtem fotos, olha como a mídia nos manipula:

Poderosa?

Kate mostra que só o Photoshop salva.

Esta foto lembra os meninos que passam fome na África.