Incontável o número de pessoas que vi nos metrôs e nas ruas desenhando, escrevendo ou tocando instrumentos. New York é uma cidade que te inspira a ser artístico, apesar de devorar seu talento, é competição com outros artistas, com o barulho e as luzes.
O que essas pessoas aspiram? Sucesso, satisfação pessoal, dinheiro? Dinheiro para sobreviver mesmo. Quantas dessas pessoas já não ouviram, "Música? (artes) Como você pretende viver disso?" E o maldito Q.I., quem indica, quantos não deixaram de fazer o que queriam pois não conseguiriam entrar na área?
Mesmo assim, elas estão lá, tentando sobreviver na terra dos sonhos despedaçados. Se vão prosperar em seus sonhos ou aceitar aquele-emprego-ok-mas-registrado-em-tal-companhia, é impossível saber. De qualquer maneira é inspirador saber que existem pessoas que vão contra o conformismo, que escolheram o sonho, a arte ao dinheiro e segurança.
O que trago de New York City não pode ser comprado, trago estes pedacinhos de sonhos partidos e tento costurá-los enquanto crio o meu caminho.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Ejaculação Precoce, de palavras
Eu já comentei aqui que só posto alguma história que aconteceu comigo um bom tempo depois que ela acontece, assim dá tempo de refletir sobre o que rolou e dá para pensar em algumas piadas com o fato. Pensei em como nomear esta historinha, historinha mesmo, foi tão rapidinha que me lembrou este famigerado problema que atinge até 40% da população masculina - descobri o fato lendo as explicações das imagens do google.
Ele apareceu, do nada, de um site de relacionamento da internet, e agora eu prometo a mim mesma que nunca mais adiciono alguém que não conheça. Era super simpático, bonito e atencioso. Na mesma semana, depois de algumas horas de papo pelo telefone fixo - quem hoje em dia passa mais de uma hora pendurado ao telefone? - decidimos nos encontrar para ir ao shopping escolher presente para um parente meu, sério, que cara nem te conhece e te leva ao shopping fazer compras? Um muito especial, pensei, ledo engano.
No mesmo fim de semana, ele se incluiu, ou foi incluído em programas da minha família, todos o adoraram, era simpático, bonito e atencioso. O meu tino não falha:
- incluir em seu segundo encontro apelidos como: bebê, anjinho, amorzinho, lindinha, não significa nada além de alguém colocando a carroça na frente dos bois, mas o que pensei: ele é fofo e carinhoso, eu que estou acostumada a caras insensíveis e grossos (o que é em partes verdade). Então relevei.
- As palavras genro, sogras, namoro e filhos já aparecendo no terceiro encontro: fofo? Brincadeirinha? Sonho? É, acho que não.
Quer dizer, atente-se aos pequenos sinais, não espere um batom no colarinho para aceitar que o cara é mulherengo e nem encontrá-lo no corredor do prédio enrolado em seu cobertor de criança, de cueca e pantufas para se tocar que o cara não é são, assim como não espere pelo desenrolar complicado e um pouco doloroso para acordar de alguma ilusão!
Tem que levar as coisas passo-a-passo, encontro, espera por ligação, novo encontro, conversa, conversa, conversa, ir devagar, porque quem vai com muita pressa, corre o risco de acabar antes da hora! (aqui o título do post se encaixa).
Ele apareceu, do nada, de um site de relacionamento da internet, e agora eu prometo a mim mesma que nunca mais adiciono alguém que não conheça. Era super simpático, bonito e atencioso. Na mesma semana, depois de algumas horas de papo pelo telefone fixo - quem hoje em dia passa mais de uma hora pendurado ao telefone? - decidimos nos encontrar para ir ao shopping escolher presente para um parente meu, sério, que cara nem te conhece e te leva ao shopping fazer compras? Um muito especial, pensei, ledo engano.
No mesmo fim de semana, ele se incluiu, ou foi incluído em programas da minha família, todos o adoraram, era simpático, bonito e atencioso. O meu tino não falha:
- incluir em seu segundo encontro apelidos como: bebê, anjinho, amorzinho, lindinha, não significa nada além de alguém colocando a carroça na frente dos bois, mas o que pensei: ele é fofo e carinhoso, eu que estou acostumada a caras insensíveis e grossos (o que é em partes verdade). Então relevei.
- As palavras genro, sogras, namoro e filhos já aparecendo no terceiro encontro: fofo? Brincadeirinha? Sonho? É, acho que não.
Quer dizer, atente-se aos pequenos sinais, não espere um batom no colarinho para aceitar que o cara é mulherengo e nem encontrá-lo no corredor do prédio enrolado em seu cobertor de criança, de cueca e pantufas para se tocar que o cara não é são, assim como não espere pelo desenrolar complicado e um pouco doloroso para acordar de alguma ilusão!
Tem que levar as coisas passo-a-passo, encontro, espera por ligação, novo encontro, conversa, conversa, conversa, ir devagar, porque quem vai com muita pressa, corre o risco de acabar antes da hora! (aqui o título do post se encaixa).
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Oh oh, sou público-alvo!
Você pensa que este momento está longe de chegar, que comerciais de talheres e outros itens de cozinha nunca te prenderiam a atenção e bam, lá está você rindo de uma propaganda no intervalo da novela das 18h que mostra amigas conversando sobre os novos talheres coloridos da anfitriã.
E o pior é pensar: "nossa, até que eu teria um desses na minha casa."
Quem é o público-alvo desta campanha? Mulheres, acima de 25 anos, casadas ou que moram sozinhas. Ainda moro com meus pais, mas já tem o grilho do "hora-de-sair-de-casa" tritinando em minha orelha!
E pensar que há algum tempo a possibilidade de gastar a minha grana em roupas era o que fazia meus olhos brilharem...
E o pior é pensar: "nossa, até que eu teria um desses na minha casa."
Quem é o público-alvo desta campanha? Mulheres, acima de 25 anos, casadas ou que moram sozinhas. Ainda moro com meus pais, mas já tem o grilho do "hora-de-sair-de-casa" tritinando em minha orelha!
E pensar que há algum tempo a possibilidade de gastar a minha grana em roupas era o que fazia meus olhos brilharem...
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sábado, 20 de agosto de 2011
Sim Senhor!
Esta semana assisti novamente ao filme de Jim Carrey e Zooey Deschanel (além de outros atores que adoro), o interessante é que o filme veio a calhar com o momento da minha vida, estou dizendo sim à tudo. Aproveitando para fazer tudo de diferente e curioso que me oferecem.
Claro que diferente do protagonista do filme eu não daria carona para mendigo, nem acordaria antes das 6h da manhã para praticar jogging com fotografia, bom, talvez se a Zooey fosse a instrutora. Mas estou sim "me jogando" no que aparece.
Encontro para blogueiras de cabelo cacheado, estou dentro. Festinha do afilhado do vizinho do meu amigo, tudo bem! Desfilar em uma feira de produtos escolares, claro!
Sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo, no último ano de faculdade fiz sozinha o Trabalho de Graduação Interdisciplinar, enquanto me virava no japonês, trabalhava 8 horas por dia e ainda saia com amigas e namorado.
Acabada a faculdade tudo ficou meio monótono e chato, inscrevi-me em cursos, peguei firme na academia, criei o outro blog que, surpresa! Está indo muito bem. Mas, ainda não era isso, sai semana passada do trabalho e ao invés de descansar, como planejava, mil convites estão aparecendo, pessoas do passado, novas, oportunidades e coisas divertidas me chegam por telefone, email, não poderia estar mais feliz. É meio que a moral do filme, você diz sim para a vida e ela te traz um monte de coisas legais em troca!
Acomodar-se, aceitar a tristeza e se sentir a vítima do destino é a pior coisa, a vida acredita em você e é isso que te acontece.
Claro que diferente do protagonista do filme eu não daria carona para mendigo, nem acordaria antes das 6h da manhã para praticar jogging com fotografia, bom, talvez se a Zooey fosse a instrutora. Mas estou sim "me jogando" no que aparece.
Encontro para blogueiras de cabelo cacheado, estou dentro. Festinha do afilhado do vizinho do meu amigo, tudo bem! Desfilar em uma feira de produtos escolares, claro!
Sempre fiz muitas coisas ao mesmo tempo, no último ano de faculdade fiz sozinha o Trabalho de Graduação Interdisciplinar, enquanto me virava no japonês, trabalhava 8 horas por dia e ainda saia com amigas e namorado.
Acabada a faculdade tudo ficou meio monótono e chato, inscrevi-me em cursos, peguei firme na academia, criei o outro blog que, surpresa! Está indo muito bem. Mas, ainda não era isso, sai semana passada do trabalho e ao invés de descansar, como planejava, mil convites estão aparecendo, pessoas do passado, novas, oportunidades e coisas divertidas me chegam por telefone, email, não poderia estar mais feliz. É meio que a moral do filme, você diz sim para a vida e ela te traz um monte de coisas legais em troca!
Acomodar-se, aceitar a tristeza e se sentir a vítima do destino é a pior coisa, a vida acredita em você e é isso que te acontece.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Os Domingos Precisam de Feriados
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…
Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ‘ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Rabino Nilton Bonder
terça-feira, 5 de julho de 2011
O que você mais gosta no seu corpo?
Pergunta lançada pela marca Dove como parte da Campanha pela real beleza, as mulheres não sabem o que dizer, ficam receosas, quando a questão muda e elas tem que dizer o que mais gostam no corpo das amigas, elas respondem no ato: "lábios, cabelos, tudo..."
Ai a propaganda nos questiona por que não conseguimos enxergar beleza em nós mesmas?
Conversando aqui em casa, chegamos a conclusão que é mais fácil ver o que é belo nos outros, porque a gente cobra demais de nós mesmas. Junta a propaganda eu respondi o que acho bonito em mim:
Costas, olhos, nariz e mãos. Tudo isso?
Isso soa meio convencida né? Acho que é ai que mora a questão. Estamos condicionados a não reconhecer as nossas qualidades, porque isso é errado, não é errado uma pessoa reconhecer no que é boa e quais são seus pontos fortes.
Posso não ter 1m75, ser magra, modelo, mas olha, grande parte da população mundial não é, e só por isso vou me sentir mal e deixar de me amar?
O que você mais gosta em você? Se demorar para responder, pense um pouco nisso.
Ai a propaganda nos questiona por que não conseguimos enxergar beleza em nós mesmas?
Conversando aqui em casa, chegamos a conclusão que é mais fácil ver o que é belo nos outros, porque a gente cobra demais de nós mesmas. Junta a propaganda eu respondi o que acho bonito em mim:
Costas, olhos, nariz e mãos. Tudo isso?
Isso soa meio convencida né? Acho que é ai que mora a questão. Estamos condicionados a não reconhecer as nossas qualidades, porque isso é errado, não é errado uma pessoa reconhecer no que é boa e quais são seus pontos fortes.
Posso não ter 1m75, ser magra, modelo, mas olha, grande parte da população mundial não é, e só por isso vou me sentir mal e deixar de me amar?
O que você mais gosta em você? Se demorar para responder, pense um pouco nisso.
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domingo, 3 de julho de 2011
A fórmula da felicidade
| Um dos lugares onde me sinto completamente feliz! |
Dizem que nunca alcançaremos a felicidade plena,mas é a busca por ela que move nossas ações, muitas vezes a procuramos nos lugares errados, em compras, comidas, drogas, mas depois que passa o momento de euforia nos sentimos mais tristes que antes e então buscamos estes recursos novamente e embarcamos num círculo vicioso que nos afasta ainda mais daquilo que buscávamos inicialmente, ser feliz!
“Quero ser feliz, quero ser feliz” já havia se tornado meu mantra, mas não adianta só querer, é preciso conquistar, por isso foi-me resumido os seis elementos da felicidade:
Trabalho
Uma pessoa que não contribui com o mundo, que fica estagnada não pode ser feliz, por que ela passa nula pela vida, é um peso morto.
Estudo
O mundo muda a cada segundo, não estudando, seja um livro, jornal, discutindo política com pessoas que entendem, a pessoa fica atrasada, pode ser facilmente enganada e nunca crescerá.
Religião
Pode parecer atrasado, mas a religião devia ser mais respeitada agora do que já foi, ela nos conforta, nos dá esperança de melhorar, mas de melhorar por nossas próprias forças e não de esperar que “algo caia do céu”. Tem uma frase que eu adoro e sempre me lembro em momentos de aperto, como exemplo uma turbulência que peguei na última viagem: “quem acredita em Deus nada teme”. E curti, tranqüila, o avião chacoalhar.
Viajar
Não existe algo mais gostoso nessa vida que conhecer lugares. Viajar é bom para experimentar outras culturas, ver novas formas de vegetação, artes, comida e o principal interagir com outras pessoas. Quando você conhece outras pessoas percebe como o mundo é grande e belo em suas peculiaridades.
Namorar
É muito importante gostar de alguém, sentir-se renovado com os sentimentos, cuidar, respeitar e se divertir. Aqui também incluo passear com os amigos! As boas risadas e a confiança!
Conhecer-se
Tem uma máxima de Platão: "Conhece-te a ti mesmo" que resume este item. Quem se conhece, não se deixa levar por ilusões, não sofre de ressaca moral, assume o que é e se ama assim mesmo! Para quem se conhece não há limites.
Elas estão em ordem de importância, mas é interessante colocar o último item em primeiro lugar, o respeito consigo mesmo torna todos os outros itens mais fáceis e fortes em sua vida.
Então esta é a fórmula:
Trabalho + estudo + espiritualidade + viagens + namoro + conhecimento = Felicidade
Simples não?
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