Você pensa que este momento está longe de chegar, que comerciais de talheres e outros itens de cozinha nunca te prenderiam a atenção e bam, lá está você rindo de uma propaganda no intervalo da novela das 18h que mostra amigas conversando sobre os novos talheres coloridos da anfitriã.
E o pior é pensar: "nossa, até que eu teria um desses na minha casa."
Quem é o público-alvo desta campanha? Mulheres, acima de 25 anos, casadas ou que moram sozinhas. Ainda moro com meus pais, mas já tem o grilho do "hora-de-sair-de-casa" tritinando em minha orelha!
E pensar que há algum tempo a possibilidade de gastar a minha grana em roupas era o que fazia meus olhos brilharem...
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Útero em chamas
Essa coisinha fofa da foto causou ontem na faculdade um fenômeno conhecido por útero em chamas!
Eu sempre pensei, filhos?Tá maluco? Se é menina sofre de anorexia com 14 anos, se corta aos 15, engravida aos 16. Se é menino quebra uma parte diferente do corpo por semestre, começa com machonha na oitava série, repete o primeiro colegial, repete o segundo colegial, repete o terceiro colegial.
Mas quando eu pensava isso eu era mais nova e não estava nem um pouco a fim de crescer. Um ex namorado, que vivia no conflito quero/não quero filhos, quero/não quero casar, dizia que a mulher depois de uma certa idade passava pelo útero em chamas, que é quando a sujeita não pode ver um bebê que quer pegar no colo, se emociona ao ouvir a risadinha de um pequeno.
Ontem a turma inteira do japonês da USP passou por isso, nossa colega levou a pequena Akemi, de 6 meses, um destes bebês sociáveis, que vão no colo, ficam quietinhos e dão risadas para todos.
Fiquei pensando que um dia talvez queria ter um meu...Um dia!
Por enquanto a minha cachorrinha já me exige bastante atenção e responsabilidade!
Eu sempre pensei, filhos?Tá maluco? Se é menina sofre de anorexia com 14 anos, se corta aos 15, engravida aos 16. Se é menino quebra uma parte diferente do corpo por semestre, começa com machonha na oitava série, repete o primeiro colegial, repete o segundo colegial, repete o terceiro colegial.
Mas quando eu pensava isso eu era mais nova e não estava nem um pouco a fim de crescer. Um ex namorado, que vivia no conflito quero/não quero filhos, quero/não quero casar, dizia que a mulher depois de uma certa idade passava pelo útero em chamas, que é quando a sujeita não pode ver um bebê que quer pegar no colo, se emociona ao ouvir a risadinha de um pequeno.
Ontem a turma inteira do japonês da USP passou por isso, nossa colega levou a pequena Akemi, de 6 meses, um destes bebês sociáveis, que vão no colo, ficam quietinhos e dão risadas para todos.
Fiquei pensando que um dia talvez queria ter um meu...Um dia!
Por enquanto a minha cachorrinha já me exige bastante atenção e responsabilidade!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
"esta casa é pequena demais para nós todos"
Entramos num pequeno conflito em casa. Três gerações de mulheres sob o mesmo teto.
Avó, 75 anos, mãe, 50 anos e filha, 25, dividindo o mesmo fogão, e só poderia dar confusão.
Essa é a tendência, pelo menos no Brasil, casamos cada vez mais tarde e ficamos um tempinho a mais na casa da mamãe. Como estou mais focada nos estudos e na construção de uma carreira, acabei não dando tanta importância a sair de casa, é muito caro morar fora, mesmo dividindo com amigos/namorado.
E é até tranquilo e confortável morar com os pais, até que o inevitável acontece, você cresce. Quer experimentar receitas no fogão, mesmo que seja prepara o SEU arroz, quer arrumar a sala do seu jeito, acender o incenso, que incomoda a sua vó e ter seu espaço- quarto- respeitado. Só que a sua mãe não entende isso, sabe porquê? Te enxerga como a filhinha da mamãe, menina ainda, não vê a delimitação entre o que é dela e o que é seu e é ai que os desentedimentos começam.
Se é difícil para a gente crescer, mais difícil ainda é para nossos pais aceitarem isso, estão ficando mais velhos e as relações estão mudando, e mudar é bem complicado!
Acrescente tudo isso a uma avó que trabalhou a vida inteira e agora aposentada se sente uma inútil, por isso assumiu as tarefas de casa e nem pensar em te deixar usar os equipamentos, fogão, liquidificardor, etc.
Depois de muitas brigas, choros e cara feia, abdiquei das vontades de dona-de-casa, não mexo na cozinha, só quando elas viajam, acendo incenso com a porta do quarto fechada, restrinjo meus pertences ao quarto e tento discutir o menos possível. Viver em família é engolir muito sapo!
Complicado é saber que em breve terei a minha, e minha filha reclamará pelo notebook super moderno dela, sobre a mãe que não reconhece que ela cresceu!
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