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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

linda mensagem de ano novo que recebi

A Vivian Lopes, pessoa que o mundo colocou no meu caminho para iluminar minha vida, mandou uma mensagem de ano novo tao linda que tive que dividir com voces!



Meus queridos amigos!Rote Rose

Obrigada por estarem ao meu lado neste ano de 2010.
Espero que o fim de ano seja alegre e repleto de novos sonhos para 2011.
Que tenhamos força e dedicação para buscá-los. E merecimento para concretizá-los.

Que tenhamos tempo para, em meio a correria do dia a dia da vida, observarmos as pequenas e grandes belezas.
Que as obrigações e os revezes não nos engulam. Que saibamos apreciar e valorizar a companhia das pessoas em qualquer momento, por mais simples que seja.

Que possamos amar. Muito e sempre. Porque só amando é que aprendemos a amar cada vez mais.
Do amor puro e incondicional que tanto custa alcançar.
Que sejamos pacientes e estejamos sempre em busca da nossa própria evolução, do nosso próprio crescimento.
Quando depositamos as expectativas em nós mesmos, fica mais fácil de não se decepcionar com o outro.

Que vocês estejam ao meu lado em 2011 e em todos os outros anos que virão...
Porque sem vocês seria muito mais difícil sorrir.

Dividindo, a gente cresce.

Um beijo com muito carinho.
Eu amo vocês.

Vi.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu queria ser mulher...

Gente que incrível.Amo esta poesia, bizarra e  muito engraçadinha!
O autor, Mário de Sá-Carneiro é surpreendente, vocês têm que ler A confissão de Lúcio!
(Como diria minha professora de Literatura Portuguesa, a festa contida neste livro lembra e muito aquela festa do filme De Olhos Bem Fechados, do Kubrick!

Foto e poesia:




Feminina

Eu queria ser mulher pra me poder estender
Ao lado dos meus amigos, nas banquettes dos cafés.
Eu queria ser mulher para poder estender
Pó de arroz pelo meu rosto, diante de todos, nos cafés.

Eu queria ser mulher pra não ter que pensar na vida 
E conhecer muitos velhos a quem pedisse dinheiro -
Eu queria ser mulher para passar o dia inteiro
A falar de modas e a fazer «potins» - muito entretida.

Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios 
E aguçá-los ao espelho, antes de me deitar -
Eu queria ser mulher pra que me fossem bem estes enleios, 
Que num homem, francamente, não se podem desculpar. 

Eu queria ser mulher para ter muitos amantes 
E enganá-los a todos - mesmo ao predilecto -
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
Com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes...

Eu queria ser mulher para excitar quem me olhasse,
Eu queria ser mulher pra me poder recusar...


Ah, que te esquecesses sempre das horas
Polindo as unhas -
A impaciente das morbidezas louras
Enquanto ao espelho te compunhas...


A da pulseira duvidosa
A dos anéis de jade e enganos -
A dissoluta, a perigosa
A desvirgada aos sete anos...

O teu passado, sigilo morto,
Tu própria quasi o olvidaras -
Em névoa absorto
Tão espessamente o enredaras.

A vagas horas, no entretanto,
Certo sorriso te assomaria
Que em vez de encanto,
Medo faria.

E em teu pescoço
- Mel e alabastro -
Sombrio punhal deixara rasto
Num traço grosso.

A sonhadora arrependida
De que passados malefícios -
A mentirosa, a embebida
Em mil feitiços



Mário de Sá-Carneiro
Poemas Completos
Edição Fernando Cabral Martins
Assírio & Alvim
2001

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Expo Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa

    Hoje madruguei para encontrar as letristas malucas e conferir a exposição dedicada a um dos maiores escritores de língua portuguesa, Fernando Pessoa possuia uma habilidade incrível, escrevia tão bem que conseguia criar heterônimos  para suas obras, uma loucura total!
    Os heterônimos, os vários autores que "habitavam" o poeta, possuem biografia, e não me espanto nada se possuirem até mapa astral! (lógico que fiquei analisando o signo com a forma de escrever!)
    Separei os poemas que mais gosto!



     Fernando Pessoa
     Autopsicografia
                                          O poeta é um fingidor.
                                        Finge tão completamente
                                        Que chega a fingir que é dor
                                        A dor que deveras sente.
                                        E os que lêem o que escreve,
                                        Na dor lida sentem bem,
                                        Não as duas que ele teve,
                                        Mas só a que eles não têm.
                                        E assim nas calhas de roda
                                        Gira, a entreter a razão,
                                        Esse comboio de corda
                                        Que se chama coração.

     De seu heterônimo mais atribulado, Álvaro de Campos:
    Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
    Quanto mais personalidades eu tiver,
    Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
    Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
    Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
    Estiver, sentir, viver, for,
    Mais possuirei a existência total do universo,
    Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
      

    Ricardo Reis era um erudito que insistia na defesa dos valores tradicionais:
    Para ser grande, sê inteiro: nada
    Teu exagera ou exclui.
    Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

    No mínimo que fazes.

    Assim como em cada lago a lua toda

    Brilha, porque alta vive.

    Alberto Caeiro, o espontâneo:

    Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
       Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
       Mas porque a amo, e amo-a por isso,
       Porque quem ama nunca sabe o que ama
       Nem por que ama, nem o que é amar..


    Bernardo Soares, que como o poeta disse:

    “O meu semi-heterónimo Bernardo Soares, que aliás em muitas cousas se parece com Álvaro de Campos, aparece sempre que estou cansado ou sonolento, de sorte que tenha um pouco suspensas as qualidades de raciocínio e de inibição; aquela prosa é um constante devaneio. É um semi-heterónimo porque, não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e a afectividade. A prosa, salvo o que o raciocínio dá de ténue à minha, é igual a esta, e o português perfeitamente igual […]”
        
    Fernando Pessoa, Carta a Adolfo Casais Monteiro
    Lisboa, 13 de Janeiro de 1935

     Eu e Cris

    O Museu é uma coisa linda!Super moderno, chique, um lugar para levar aquele seu amigo turista e para ter orgulho de ser paulistano e possuir algo tão incrível!
    Quem não foi ainda, toma vergonha na cara! De sábado a entrada é gratuita!

    Museu da Língua Portuguesa Praça da Luz, s/n - Centro (Estação Luz do Metrô e da CPTM) Tel.: (11) 3326-0775
       
       

    quinta-feira, 12 de agosto de 2010

    Como diria Ihara Saikaku

    "É um sonho, uma vez só - enlouqueça"

    Talvez seja só isso mesmo, mas bastou apenas um olhar e já sabia que ficariamos juntos. Num primeiro momento você enganou a todos! Por isso me confundi com o que senti. Sua presença cada vez mais forte.
    A banda alta, as luzes fracas e pude te capturar mesmo atráves dos corpos dançantes. Um sorriso e você some.
    Procuro e nada. Uma mão macia desliza por meu braço até chegar a mão, gelo.
    Sim, eu te sigo, respondo ao seu aceno.
    Vertiginosamente.
    A música quase muda, a noite escura, lua nova?
    Garoa fina em nossos cabelos.