quarta-feira, 3 de novembro de 2010

maníaca-depressiva

Este termo não é mais usado, eu sei, foi substituído pelo termo Bipolar, então tenho liberdade para usar dele.
Maníaca-depressiva, como assim?
Simples, já comentei aqui da minha depressão diária, ela foi habilmente substituída por um surto de alegria, satisfação e felicidade seguido por um vazio que durante alguns segundos é insuportável.
O equilíbrio já se mostrou impossível e tento me adaptar nesta sucessão de estados.

AS VINTE REGRAS DO BEM VIVER- comentadas por mim!

  • Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes. 
difícil parar no meio do expediente...
  • Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
delícia dizer num NÃO de boca cheia mesmo! Tentando ou não é impossível agradar a todos, então que não exijam tanto de mim!
  • Planeje seu dia sim, mas deixe um bom espaço para o imprevisto, consciente de que nem tudo depende de você.
quando você aceita isso, a vida fica leve!
  • Concentre-se apenas em uma tarefa de cada vez. Por mais ágil que seja a sua mente, você se exaure.
já falei, impossível!Enquanto escrevo aqui penso no seminário na faculdade hoje a noite, no que fiz no feriado e no que farei no fds...
  • Esqueça de uma vez por todas, que é imprescindível. No trabalho, em casa, com os amigos. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
sua maior obrigação, é com você mesmo!
  • Abra mão de ser responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos.
  • Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom-senso de pedir às pessoas certas.
  • Diferencie problemas reais de imaginários e elimine-os, são pura perda de tempo e ocupam espaço mental precioso.
Ah difícil!Lembram dos foras platônicos?
  • Tente descobrir o prazer em fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
Olhar o pôr-do-sol, ou a arquitetura dos prédios (assim como o personagem de 500 days of Summer gostava de fazer)
  • Evite se envolver com a ansiedade e tensões alheias. Os outros estão bem mais preparados para resolver seus próprios problemas.
cada um com seus problemas, mas é difícil!
  • Sua família não é você, ela está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade. Cada um é individual e diferente.
por isso tento fugir do paradigma separação e escapismo;
  • Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.
  • É preciso se ter sempre alguém em quem se possa confiar abertamente num raio de no máximo 100 kms., não adianta estar mais longe.
1000 km então nem pensar! Tchau relacionamento à distância!
  • Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se de deixar o palco. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
  • Não queira saber se falaram mal de voce e nem se atormente com esse lixo mental, escute o que falaram bem, sem convencimento. 
Se falam mal na sua frente, cara de sonsa e nem liga.
  • Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor da vida.
  • A rigidez é boa para a pedra, não no homem. A ele cabe a firmeza, que é bem diferente.
assim como a inflexibilidade!
  • Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
  • Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
sem fé, de que adianta viver? Fé é acreditar que as coisas melhorarão sempre!
  • Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que você fizer. Não culpe os outros pela sua infelicidade, pois só você poderá fazer você FELIZ!
A felicidade vem de dentro...
  
Gurdjeff pensador russo, estas regras foram colocadas no Instituto Francês de Ansiedade e Estresse, Paris.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu queria ser mulher...

Gente que incrível.Amo esta poesia, bizarra e  muito engraçadinha!
O autor, Mário de Sá-Carneiro é surpreendente, vocês têm que ler A confissão de Lúcio!
(Como diria minha professora de Literatura Portuguesa, a festa contida neste livro lembra e muito aquela festa do filme De Olhos Bem Fechados, do Kubrick!

Foto e poesia:




Feminina

Eu queria ser mulher pra me poder estender
Ao lado dos meus amigos, nas banquettes dos cafés.
Eu queria ser mulher para poder estender
Pó de arroz pelo meu rosto, diante de todos, nos cafés.

Eu queria ser mulher pra não ter que pensar na vida 
E conhecer muitos velhos a quem pedisse dinheiro -
Eu queria ser mulher para passar o dia inteiro
A falar de modas e a fazer «potins» - muito entretida.

Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios 
E aguçá-los ao espelho, antes de me deitar -
Eu queria ser mulher pra que me fossem bem estes enleios, 
Que num homem, francamente, não se podem desculpar. 

Eu queria ser mulher para ter muitos amantes 
E enganá-los a todos - mesmo ao predilecto -
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
Com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes...

Eu queria ser mulher para excitar quem me olhasse,
Eu queria ser mulher pra me poder recusar...


Ah, que te esquecesses sempre das horas
Polindo as unhas -
A impaciente das morbidezas louras
Enquanto ao espelho te compunhas...


A da pulseira duvidosa
A dos anéis de jade e enganos -
A dissoluta, a perigosa
A desvirgada aos sete anos...

O teu passado, sigilo morto,
Tu própria quasi o olvidaras -
Em névoa absorto
Tão espessamente o enredaras.

A vagas horas, no entretanto,
Certo sorriso te assomaria
Que em vez de encanto,
Medo faria.

E em teu pescoço
- Mel e alabastro -
Sombrio punhal deixara rasto
Num traço grosso.

A sonhadora arrependida
De que passados malefícios -
A mentirosa, a embebida
Em mil feitiços



Mário de Sá-Carneiro
Poemas Completos
Edição Fernando Cabral Martins
Assírio & Alvim
2001

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Todo dia é dia de se amar!!!!

Matéria encontrada no Personare:


(Ser feliz, se amar pelo que é!)

Alguma vez você já deixou de fazer alguma coisa que gostaria por não estar se sentindo bem com sua aparência? Recusou um convite para sair porque naquele dia nenhuma roupa parecia cair bem? Deixou de entrar na piscina ou ir para a praia em um dia de sol por medo de mostrar o corpo? Preferiu não aparecer no registro daquele momento de alegria por medo de como pareceria na foto?
Agora tente se lembrar de quando você era criança. Se não conseguir, vá para um parque em um fim de semana e observe crianças de uns cinco ou seis anos brincando. A brincadeira vale mais do que a sujeira na roupa, do que o cabelo colado no suor da testa, do que os pés descalços encardidos e até do que o joelho esfolado. Quando foi que você desaprendeu a brincar e começou a pensar que o que os outros poderiam pensar sobre você poderia ser mais importante do que a brincadeira em si?

Marketing da aparência

Vivemos em uma época em que a aparência pessoal é mais do que uma questão de estética ou vaidade: é marketing. Manter uma boa aparência e investir nela é um imperativo do mercado profissional e das relações pessoais, e também uma declaração sobre a própria identidade. Todas essas coisas podem ser agradáveis e mesmo divertidas, mas também podem silenciosamente se converter em uma armadilha. Quando nos damos conta, uma tabela de calorias, nutrientes e funcionalidades acaba ocupando o espaço do gosto do tempero na boca, do prazer do vento no rosto quando a gente corre, da delícia do movimento do corpo ao som da música. E tudo isso em nome de metas que traçamos para o futuro, que uma vez alcançadas são substituídas por novas metas enquanto cada minuto do dia de hoje passa despercebido.
O corpo passa a ser uma máquina, a ser aprimorada, controlada, mantida para garantir sua meia vida e produtividade. Torna-se um veículo de transporte da alma, em lugar daquela preciosa parte de nós mesmos que nos torna vivos e sensíveis, abertos para a beleza do mundo por meio dos sentidos. Às vezes, torna-se uma prisão, o bode expiatório de nossas insatisfações, o culpado por nossos limites, depositário de nossas inseguranças. E isso porque nos esquecemos que quem fez tudo isso do corpo fomos nós mesmos.
Permita-se fazer o convite de viver o corpo todos os dias como aquela criança que você foi um dia, capaz de se maravilhar com coisas simples como ser capaz de atirar uma bola, pisar descalça na grama e se deliciar com a água na boca sedenta depois de uma longa brincadeira.

Daniela Araújo
Antropóloga, terapeuta familiar e membro da RISSCA - Rede de Incentivo à Saúde e Segurança Alimentar e Corporal.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

My Romantic Home

Sei que não é bom para a memória ficar sonhando acordada com o futuro, mas é impossível após conhecer este site!
http://romantichome.blogspot.com/
É lindo, clássico e dá várias ideias!


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ah, esses animais!

Cada vídeo fofo que aparece na net!
Juntei alguns que curto e coloquei a Pretinha no meio!
Hora de dar risada!

A Coruja Transformer!


Muito medo!
Cachorrinho rezando:

Ele pede para não perseguir o gato do vizinho!(L)
Gato Surpreso!Cara impagável:


E a Pretinha!


Tem vídeo para indicar?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Expo Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa

    Hoje madruguei para encontrar as letristas malucas e conferir a exposição dedicada a um dos maiores escritores de língua portuguesa, Fernando Pessoa possuia uma habilidade incrível, escrevia tão bem que conseguia criar heterônimos  para suas obras, uma loucura total!
    Os heterônimos, os vários autores que "habitavam" o poeta, possuem biografia, e não me espanto nada se possuirem até mapa astral! (lógico que fiquei analisando o signo com a forma de escrever!)
    Separei os poemas que mais gosto!



     Fernando Pessoa
     Autopsicografia
                                          O poeta é um fingidor.
                                        Finge tão completamente
                                        Que chega a fingir que é dor
                                        A dor que deveras sente.
                                        E os que lêem o que escreve,
                                        Na dor lida sentem bem,
                                        Não as duas que ele teve,
                                        Mas só a que eles não têm.
                                        E assim nas calhas de roda
                                        Gira, a entreter a razão,
                                        Esse comboio de corda
                                        Que se chama coração.

     De seu heterônimo mais atribulado, Álvaro de Campos:
    Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
    Quanto mais personalidades eu tiver,
    Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
    Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
    Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
    Estiver, sentir, viver, for,
    Mais possuirei a existência total do universo,
    Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
      

    Ricardo Reis era um erudito que insistia na defesa dos valores tradicionais:
    Para ser grande, sê inteiro: nada
    Teu exagera ou exclui.
    Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

    No mínimo que fazes.

    Assim como em cada lago a lua toda

    Brilha, porque alta vive.

    Alberto Caeiro, o espontâneo:

    Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
       Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
       Mas porque a amo, e amo-a por isso,
       Porque quem ama nunca sabe o que ama
       Nem por que ama, nem o que é amar..


    Bernardo Soares, que como o poeta disse:

    “O meu semi-heterónimo Bernardo Soares, que aliás em muitas cousas se parece com Álvaro de Campos, aparece sempre que estou cansado ou sonolento, de sorte que tenha um pouco suspensas as qualidades de raciocínio e de inibição; aquela prosa é um constante devaneio. É um semi-heterónimo porque, não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e a afectividade. A prosa, salvo o que o raciocínio dá de ténue à minha, é igual a esta, e o português perfeitamente igual […]”
        
    Fernando Pessoa, Carta a Adolfo Casais Monteiro
    Lisboa, 13 de Janeiro de 1935

     Eu e Cris

    O Museu é uma coisa linda!Super moderno, chique, um lugar para levar aquele seu amigo turista e para ter orgulho de ser paulistano e possuir algo tão incrível!
    Quem não foi ainda, toma vergonha na cara! De sábado a entrada é gratuita!

    Museu da Língua Portuguesa Praça da Luz, s/n - Centro (Estação Luz do Metrô e da CPTM) Tel.: (11) 3326-0775